segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Trois e um boteco.

Nós três e um boteco.

Tínhamos milhões de coisas pra fazer, mas algumas se tornaram absurdamente importantes. Sentimentos, palavras e boêmia. Só não falávamos também de comida porque era pedir demais durante a mastigação.

Éramos três pessoas distintas e de alguma forma parecidíssimas. Três artistas falidos na mesa de um bar (não era bar, mas assim soa mais poético). Três apaixonados escritores sem eira nem beira comendo pizza e reclamando de dores e amores. De nada parece estranho, um tipo bem comum. Artistas falidos e apaixonados.

Mas podemos prestar bastante atenção que alem de apaixonados, apaixonantes são. Poderiam escrever, mas o local não agrada. Ai que chegamos à questão. Precisamos de um boteco com cara de velho e musica boa.

Porque um diz que 'barzinho chinfrim é nojento', já a outra tem paixão por musica e precisa absurdamente disso pra escrever, ritmo. Ah sim a terceira da história... a terceira da história concorda com tudo isso, mas assumo que é a mais boêmia dos três e um bom boêmio não tem muitos problemas com local.

Daí, eles tiveram uma idéia. Um boteco, bonito, agradável e divertido. Um boteco de vinhos, um boteco de músicas, um boteco moderno.

Um boteco dos três.



Post de bem vinda de volta. Prometo não abandonar mais o blog e ele volta coma freqüência anterior.

Sim, claro, dedicado à duas pessoas bem boas, Elder e Rê.

6 comentários:

Valéria disse...

Relato sensível, até vi a cena.

"Conheci um poeta outro dia
Num boteco da periferia
Tomando cerveja
E rimando, ora veja..."
(Robert Portoquá )

BeijooO

Erica Ferro disse...

E a boêmia cheira a poesia.

Ótimo te ter de volta!

Beijo.

ElderF. disse...

Um post bem emocionante para três pessoas bestamente emocionadas. Perfeito, descritivo e poético acima de tudo, beijos rara.

A poesia prevalece!

J.R disse...

ó! não sei se te ajudará...


99.5% dos meus textos...nascem no Bar!!!

:)

Rê Caraih disse...

Simplesmente perfeito Tai... sim, nós teremos o nosso boteco... *-*

Rosemildo Sales Furtado disse...

Eis que a boa filha retorna ao lar. Que sejas bem-vinda e não nos abandone mais.

Beijos,

Furtado.