segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Olhar...


Vou começar pelos teus olhos, ou seriam as sobrancelhas? Mas que seja! Estes teus olhos que pro todo o dia pareciam estar com sono, sempre meio fechados, deixando difícil ver tua alma através deles, encantaram. Mas, quando caía a noite, mesmo pequenos – os teus olhos, enchiam-se de brilho capaz de ofuscar até a lua. Estes olhos eram emoldurados por  tuas sobrancelhas que pareciam pintadas ao invés de feita de pequenos pêlos.
E a tua boca, pequena, delicada, assim como os olhos. Vivia com um sorriso despretensioso, malandro contagiando e contrastando com os teus olhos fechados de falso sono. Embora pouco, quando mostrava teus dentes – felinos – era encantador. Pois não era só um sorriso que abria. Era uma mistura de ataque. Era quase uma armadilha.
Os cabelos vinham de um tamanho só do topo da cabeça e ondulava-se como o mar até desaguar sobre teu colo. E, se não fosse um delírio meu, ele mudava de humor junto com a lua, igual ao mar. Um negro mar...
Falei dos teus olhos, sobrancelhas, a tua boca e o cabelo. Não falei do teu colo, das tuas bochechas tampouco do teu coração e da tua alma. Mas não conseguiria, nem com a mais minuciosa explicação, dizer o que os meus olhos vêm quando ficas diante deles. E a natureza parece querer brincar com a fragilidade do meu coração quando junta todas as energias no ar para fazer balançar os teus cabelos e cerrar os olhos apara poder enxergar...  


Ass: Jorge.

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