Foi por um tempo. Pouco tempo, não, não. Muito tempo. Foi um tempo um pouco bom, um pouco ruim. Talvez uma novela, um romance. Mas se foi novela, era daquelas de deixar todos os espectadores putos, muito putos no final, porque o autor sem mais nem porque deixou tudo estranho. Sem pares. Impares. Incertos. Um romance, um romance não de água com açúcar. Mas daqueles que põe um punhal no coração de quem lê. Com beijos, sexo e brigas. Ciúme. Um tempo.
Um tempo, tempo com tudo isso. Tempo. Tempo deveria ser o segundo capítulo do livro desta historia. Seriam trezentos e sessenta e cinco páginas e mais dez. Dez páginas de fotos. Só fotos, imagens congeladas duma pseudo-realidade imaginada. Que vista de certo modo até contaria outra história... O tempo, seria apenas o segundo capitulo.
Mas isso, isso só se fosse um livro.
Não é. Ainda não é. Não sei se vai ser. Talvez. Talvez porque tenha marcado um bom tempo, talvez porque as coisas tenham ficado fora de ordem, talvez porque tinha amor. É amor, amor foi uma palavra pouco usada. Considerada forte e cheia de significados. Significados os quais cabiam em grande maioria em todos os pontos da historia. Mas relutante, não se admitia a palavra no contexto. Apenas agora, no fim, bem quase na contra capa perto das páginas de fotos, foi admitido isso. Era amor. Bem que era.
Mas amor por amor, se transforma em raiva se mal aplicado à mistura. É complexo e tem que ter tempo, tempero e jeito. Se não desanda e dá merda. E raiva, nossa! Raiva e lágrimas não faltaram. Ainda rolam, mas não mais amenas.
E lágrimas... Lágrimas de amor. Amor se transforma em raiva, raiva volta a ser amor, e no final, se nada se resolve, vira desapego. O que resta é lembrança... É lembrança daquelas das fotos das dez ultimas páginas. Embaçadas e desgastadas.
Um tempo, uma lembrança, um sentimento. Foi uma história que deu. Deu o que falar. Deu o corpo, deu vontade, deu raiva, deu tudo, só não se deu uma chance de ser. Cansa, cansa comer feijão todo dia. Uma hora o feijão fica sem graça. Depois volta a ter o mesmo sabor. Mas por enquanto deu.
Essa história só não deu de faz de conta. Era tudo de verdade. Chegava a doer o quão verdadeiro era tudo. Se evitava, vez ou outra, por doer nos olhos o quanto tinha de verdade. E era tão real que nem imaginar uma história de faz de conta se cabia.
cansou, cansei. trezentos e sessenta e cinco dias mais dez.
O fim: sem graça, sem lágrimas, sem casais. e os espectadores desligam a tv e se frustram. Apático. Tanto quanto a segunda parte correspondente do sentimento vivo da parte de ca.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
era de antigamente.
Sinto muito, amor, pois sinto muito amor!
Não posso mudar!
Posso apenas esperar.
E você? Vai esperar, também?
Se quiser pode ir, rir... Você que sabe. Não vou opinar.
Apenas esperar, errar, amar, calar, amar, errar e amar e errar
De novo.
Sempre
E muito.
Porque se não amar e errar. Vou amar acertando será que vai caber tanto amor em mim?
Pois se acerto todos, aposto que não se acabam.
E eu achava que tinha acertado agora. Acho que acertei
Mas, tu, AAAAAAAAH
Tu, amor, erraste feio
Ta ai, todo sem amores e eu, aqui, amando feito pateta.
Eu entendo... Já fiquei assim.
Mas...
Sinto muito, amor... Ainda sinto muito amor.
Não posso mudar!
Posso apenas esperar.
E você? Vai esperar, também?
Se quiser pode ir, rir... Você que sabe. Não vou opinar.
Apenas esperar, errar, amar, calar, amar, errar e amar e errar
De novo.
Sempre
E muito.
Porque se não amar e errar. Vou amar acertando será que vai caber tanto amor em mim?
Pois se acerto todos, aposto que não se acabam.
E eu achava que tinha acertado agora. Acho que acertei
Mas, tu, AAAAAAAAH
Tu, amor, erraste feio
Ta ai, todo sem amores e eu, aqui, amando feito pateta.
Eu entendo... Já fiquei assim.
Mas...
Sinto muito, amor... Ainda sinto muito amor.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Eu preciso de espaço, de tempo, de paz, de amor. Mas não quero um quarto grande, nem de férias. Mas não digo que não quero um romance, porque romance tem amor também e quero todo o tipo de amor. Amor, amor, amor... Muito e com ele paz. Mas não só a paz da bandeira branca. A paz que vem de dentro, de verdade. Aquela paz que a gente transmite; que transborda; que inunda o corpo de dentro pra fora até tocar no outro.
Uma pequena lista de grandes coisas, mas é só isso que eu quero. Não preciso de muito mais. Talvez, uma ou duas coisas a mais. Entenda que nada como principais apenas pequenas coisas de brinde.
Poder sentir mais e ressentir menos. Sorrir e se for chorar que seja de emoção. Assim como agora, ouvindo alguma musica e pondo num pedaço de papel tudo o que mais desejo, escorre lágrimas do canto do olho rosto a baixo parando numa linha feita por um sorriso de canto de boca.
É tão pouco, mas parece difícil. Embora seja mais fácil do que imaginamos. Quero paz. Quero leve, quero tranqüilidade.
Quero vida, quero cor, quero viver assim.
Poder correr e sorrir, sentir o vento nos cabelos - queria cabelos grandes também – e dizer: oi vida, oi!
Uma pequena lista de grandes coisas, mas é só isso que eu quero. Não preciso de muito mais. Talvez, uma ou duas coisas a mais. Entenda que nada como principais apenas pequenas coisas de brinde.
Poder sentir mais e ressentir menos. Sorrir e se for chorar que seja de emoção. Assim como agora, ouvindo alguma musica e pondo num pedaço de papel tudo o que mais desejo, escorre lágrimas do canto do olho rosto a baixo parando numa linha feita por um sorriso de canto de boca.
É tão pouco, mas parece difícil. Embora seja mais fácil do que imaginamos. Quero paz. Quero leve, quero tranqüilidade.
Quero vida, quero cor, quero viver assim.
Poder correr e sorrir, sentir o vento nos cabelos - queria cabelos grandes também – e dizer: oi vida, oi!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
saudade
Não sinto saudades dele. Dele eu posso matar a saudade com uma ligação ou uma visita rápida. A saudade dele é a de menos, é fácil, bem fácil de resolver.
A saudade que me mata, meu amigo, não é essa comum. A saudade que eu falo não tem cura. É uma saudade difícil que insiste em ficar.
Sinto saudade do clima daquele mês. Do cheiro das coisas, da forma das musicas. E o sentido que tudo tinha. A cor dos dias. Eu sei que os dias têm a mesma cor, uns cinzas, outros azuis, mas eram diferentes tinha alguma coisa a mais.
É difícil de explicar. Demorei muito para entender. Mas é mais ou menos isso que eu sinto. Só de ouvir alguma musica já bate uma saudade, nossa que parece que eu volto no tempo. Mas é só até acabar a musica.
Sabe... Também sinto falta de como as palavras eram ditas naquela época. Nossa, eram também diferentes. Tem dias que até parece que vão ser iguais, mas só parecem. Não são.
Demorei tempos, uns bons meses para entender o que acontece. Mas agora eu descobri. Na verdade eu venho descobrindo aos poucos. Já assumi, já passei por vários estágios. Agora o que mais parece é que estou numa daquelas fotos de porta retrato numa praia, despenteada e rindo, mas só. É uma das fases mais confortáveis, garanto.
É bem tranqüila, sem altos e baixos de confusões. Onde tudo fica claro. Tipo parte final do filme. Quando já se resolveram as coisas e estão preparando o final mais bonito e todo mundo com roupa nova e cheirosinho. Com direito a chá e torta de limão.
Sei que muitas vezes vou sentir falta ainda. Não sei até quando, porque pode ser pra todo o sempre. Pois mesmo que por pouco tempo, foi forte. Pra mim, pelo menos, foi. Talvez sinta falta pra sempre, afinal não haverá igual.
Podem ter melhores. Ou não. Mas pode haver outros. E será do seu modo, cada um. Por isso sempre vou lembrar. Mas se sempre vou sentir saudade assim? Não depende só de mim.
Mas te peço, aceita? Aceita que eu sinta saudade desse sentimento que já não existe mais? Ou até existe, mas só dentro de mim.
Deixa? Deixa eu sentir saudade assim?
A saudade que me mata, meu amigo, não é essa comum. A saudade que eu falo não tem cura. É uma saudade difícil que insiste em ficar.
Sinto saudade do clima daquele mês. Do cheiro das coisas, da forma das musicas. E o sentido que tudo tinha. A cor dos dias. Eu sei que os dias têm a mesma cor, uns cinzas, outros azuis, mas eram diferentes tinha alguma coisa a mais.
É difícil de explicar. Demorei muito para entender. Mas é mais ou menos isso que eu sinto. Só de ouvir alguma musica já bate uma saudade, nossa que parece que eu volto no tempo. Mas é só até acabar a musica.
Sabe... Também sinto falta de como as palavras eram ditas naquela época. Nossa, eram também diferentes. Tem dias que até parece que vão ser iguais, mas só parecem. Não são.
Demorei tempos, uns bons meses para entender o que acontece. Mas agora eu descobri. Na verdade eu venho descobrindo aos poucos. Já assumi, já passei por vários estágios. Agora o que mais parece é que estou numa daquelas fotos de porta retrato numa praia, despenteada e rindo, mas só. É uma das fases mais confortáveis, garanto.
É bem tranqüila, sem altos e baixos de confusões. Onde tudo fica claro. Tipo parte final do filme. Quando já se resolveram as coisas e estão preparando o final mais bonito e todo mundo com roupa nova e cheirosinho. Com direito a chá e torta de limão.
Sei que muitas vezes vou sentir falta ainda. Não sei até quando, porque pode ser pra todo o sempre. Pois mesmo que por pouco tempo, foi forte. Pra mim, pelo menos, foi. Talvez sinta falta pra sempre, afinal não haverá igual.
Podem ter melhores. Ou não. Mas pode haver outros. E será do seu modo, cada um. Por isso sempre vou lembrar. Mas se sempre vou sentir saudade assim? Não depende só de mim.
Mas te peço, aceita? Aceita que eu sinta saudade desse sentimento que já não existe mais? Ou até existe, mas só dentro de mim.
Deixa? Deixa eu sentir saudade assim?
terça-feira, 17 de agosto de 2010
vicio.
Veneno, droga, alguma coisa assim.
Vício...
E a abstinência imediata me faz enlouquecer.
E só preciso de pouco, bem pouco pra ficar doente.
Sim, doente. É assim que fico todas as vezes. Mas não se preocupe, sem isso, para sempre, aprece que falta um pouco de mim. Não sou eu ao máximo.
Ou até sou, mas junto pareço mais.
Parece uma bengala.
Sem mim, continua bengala, mas por mim...
Fico sem chão, não sei andar direito.
Parasita. Droga. Veneno. Vício.
E quando vai ser bom?
Quando é bom?
Por um segundo, alguns instantes de toque, carinho, contato.
Droga alucinógena de efeito rápido alto risco e vício.
Sem taxas seguras. Prazer e êxtase total e momentâneo.
Sou uma viciada. Sou viciada na droga mais perigosa: outro ser.
Tentarei manter a calma até a próxima dose.
Adeus.
Vício...
E a abstinência imediata me faz enlouquecer.
E só preciso de pouco, bem pouco pra ficar doente.
Sim, doente. É assim que fico todas as vezes. Mas não se preocupe, sem isso, para sempre, aprece que falta um pouco de mim. Não sou eu ao máximo.
Ou até sou, mas junto pareço mais.
Parece uma bengala.
Sem mim, continua bengala, mas por mim...
Fico sem chão, não sei andar direito.
Parasita. Droga. Veneno. Vício.
E quando vai ser bom?
Quando é bom?
Por um segundo, alguns instantes de toque, carinho, contato.
Droga alucinógena de efeito rápido alto risco e vício.
Sem taxas seguras. Prazer e êxtase total e momentâneo.
Sou uma viciada. Sou viciada na droga mais perigosa: outro ser.
Tentarei manter a calma até a próxima dose.
Adeus.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Não quero escrever sobre isso. Quero que poucos saibam, bem poucos. Na hora certa tudo vai vir à tona, sempre vem. Mas é tão bom que eu posso falar um pouco, quase nada. Só pra poder falar e dizer que é muito bom.
Tudo colorido novamente, tudo quente, tudo frio (porque eu não gosto de calor). Tão simples como por água no copo. Liquido e transparente.
Confeço que estou tonta, tonta de felicidade.
FIM.
Tudo colorido novamente, tudo quente, tudo frio (porque eu não gosto de calor). Tão simples como por água no copo. Liquido e transparente.
Confeço que estou tonta, tonta de felicidade.
FIM.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
tola, fraca e controlada.
Era tola, tola. Tola o bastante para fazer tudo que queria, mas não devia. E tão tola que julgava errada e mesmo assim obrigava-se a fazer por simples querer. E fazia, e como fazia. Fazia sempre, sem limites. Havia tempos de calmaria que ela se fazia entender que era tola e que fazia e que fazia tudo de errado. Então, por isso, não fazia. Mas era fraca, também, além de tola. Por ser fraca, ela voltava aos vícios e fazia tudo errado novamente. Mas era controlada, fazia pouco, bem pouquinho. Por vezes era quase nada, mas era. Era o suficiente para no outro dia querer mais e mais e mais. E assim voltava tudo do começo.
Era tola, fraca e controlada. Era complicada, às vezes, ia se obrigar a não fazer perto de tudo. E tudo, era o que ela queria fazer. Fazia de conta, brincava consigo e todo o tempo. E no final das contas fazia. Torturava-se, chorava, gritava, esbravejava e fazia. Já estava fazendo. Ela se perguntava todos os dias quando pararia. Então parava, mas o medo entregar-se ao vicio novamente a obrigava a pensar que não daria certo mais uma vez. E não dava.
Um dia pararia. Um dia ela não mais o amaria.
Era tola, fraca e controlada. Era complicada, às vezes, ia se obrigar a não fazer perto de tudo. E tudo, era o que ela queria fazer. Fazia de conta, brincava consigo e todo o tempo. E no final das contas fazia. Torturava-se, chorava, gritava, esbravejava e fazia. Já estava fazendo. Ela se perguntava todos os dias quando pararia. Então parava, mas o medo entregar-se ao vicio novamente a obrigava a pensar que não daria certo mais uma vez. E não dava.
Um dia pararia. Um dia ela não mais o amaria.
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