quinta-feira, 11 de março de 2010

Cheguei à seguinte conclusão: sou apaixonada.

Não digo exatamente por alguém, ou uma espécie certa, mas por tudo. Daquela que gosta de se apaixonar, até de estar meio feriada também. Letras, músicas, sons, lugares, coisas. Com alguma coisa que vai lembrar alguém.

Que se sente incompleta de coração vazio. Meio fora de prumo. Embora que quando o encha fique mais fora de prumo ainda. Sem fome. Sem sede. Sem muitas vontades; mil sonhos e borboletinhas no estomago.

Um ser apaixonado, como estado constante, não precisa, exatamente, de alguém especial. Qualquer um já pode ser especial. E essa é a parte mais bonita, e a mais dolorida. Porque quando qualquer um pode ser UM, a coisa não tem muito controle de qualidade.

Mas, no final das contas, ser apaixonada é coisa de poeta de coração mole.

3 comentários:

Ricardo Maciel disse...

Poeta é assim mesmo.
Sempre apaixonado e de coração mole.
Naturalmente receptivo a todo tipo de sentimento. =)

Alamir Marinho disse...

Paixão é combustível...
Paixão impulsiona...
Paixão dói, mas também é analgésico...
Paixão é como o "coringa" em um jogo de baralho...
Enfim, paixão é o que você quiser que ela seja. Por isso os poetas brincam/jogam tanto com seus significados.
[]'s

Valéria disse...

Ah também sou assim, é a paixão que sempre me move!

BeijooO'