quarta-feira, 28 de março de 2012

samba-rock


Tem vezes que gosto mais de rock que de samba. Gosto tanto do rock quanto do samba. Na mesma medida. Mas tem vezes que eu ouço mais rock que samba. Tem historias embalada com sambas. E outras... rock.
Só um samba para esquecer um rock. E só um rock para apagar o batuque do samba. As historias são amores. O ritmo muda. Ora samba, ora rock.
Às vezes balança as cadeiras e é leve e solto. Desabrocha e vai ao ritmo malandro do dia levado pelo molejo do samba de roda. No outro se envolve em solos de guitarra arrebatadores e são tão intensos quando um acorde final daquele baixo do ultimo algum da banda favorita.
Tem jazz, tem blues também. Mas prefiro samba, prefiro rock.  Um samba vem apagando um rock e vice-versa. Estou esperando o dia que vou sair num samba-rock que não precise ser apagado e substituído. Vou sair no balanço intenso sem fim

quarta-feira, 14 de março de 2012

...


Penso tanto no que devo fazer
Que no final não faço nada além de pensar.
Penso que se pensasse menos do que deveria
Faria mais, porem só penso.
E penso até quando faço e fazendo sem pensar
Coleciono bobagens e tropeços a invejar.
Se pensasse menos do que deveria ser feito
Faria mais que escreveria.
Mas penso até quando é para ser escrito.
Talvez não aja sentimento
Porque dizem que sentimento não é pensamento
Pois penso no que sinto dia e noite
Então creio que não sinto
Deixo de lado.
Para pensar novamente em alguma coisa quando enquanto faço outra aos tropeços até o sol raiar.

quinta-feira, 8 de março de 2012

doentes


Que se fodam todos os que amam
E vão à merda todos os que flutuam na paixão.
 Que se explodam as rosas, os doces e as palavras de carinho.
Que fiquei longe essa doença contagiosa.
Não quero mais saber de carinho, de poesia.
Parem todos os corações acelerados
Os calafrios
As mãos suadas
Os olhos brilhando... Acabou a graça!
Deixem de lado essa mania de amar de ser amado
Vocês não são felizes.
Ninguém é feliz amando alguém.
Ninguém ama ninguém.
Todos amam ser amados e se gabar infinitamente disso.
Não existe essa coisa de amor, vocês estão doentes, loucos, perdidos...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

inverdades e exposições


Fico tentando entender o que as pessoas vêm quando me olham na rua. O que elas entendem quando dão de cara com a minha cara de raiva natural do dia-a-dia. Ou então quando eu não ligo pro que tá acontecendo e ponho os fones de ouvido. Mas também quero entender o que eles entendem quando eu olho quase chorando alguma coisa bem bonita.
No final das contas eu não me importo com nada disso. Eu pouco me lixo pro que vão pensar. Só fico especulando mentalmente tentando de alguma forma me ver de fora pra dentro. Já que naturalmente eu me vejo de dentro para fora.  Se me visse, diria que era no mínimo enjoada. Não que eu esteja errada. Mas é o que eu vejo de dentro para fora também. A única coisa que vai fazer diferença são os motivos.
Inverdades tomam lugar das verdades como capa de autoproteção. Vira e mexe os tiros saem pela culatra, mas não que isso afete muito. Às vezes até gosto.  E eu me pergunto quantos de vocês se camuflam de inverdades para ser mais aceitos?
De auto em auto, transformo autodefesa em auto sabotagem, sutilmente. A timidez que era o problema se transforma em segurança e no final das contas, arrogância.
O mais legal é quando isso vai além de mim. Quantas vezes as pessoas vestem capas para ser mais ou menos notadas em qualquer lugar. Eu, pelo menos, faço isso.
Atualmente eu tenho feito um trabalho duro e complicado com os problemas. Tipo criança quando não quer falar com os amigos dos pais que são empurradas até o meio da sala e fazem alguma gracinha. Exponho todas as capas e faço delas um motivo de piada ou drama. Não que elas deixem de faz. Tenho menos inverdades do que vocês podem imaginar.
Agora a única coisa que eu não me importo nenhum pouco é o quanto gostam ou deixam de gostar de tudo isso. Mas vou continuar me divertindo testando todos vocês com as minhas atitudes diárias e criando histórias na minha cabeça. Pelo menos assim, andar no sol quente fica menos chato.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Debaixo do mesmo teto


Talvez essa coisa de escolher a pessoa certa seja arriscada demais. Viver a vida toda? E suportar as coisas inadmissíveis... Todos os dias! Já não suporto as da minha mãe que inevitavelmente eu não vou poder me divorciar nesta vida – não que eu queira.  Agora imagina alguém ter que aguentar as coisas da sua parte? Parece mais fácil e lógico vendo por esse lado?  Pois bem... Ai começa o problema. A visão dede cada uma das partes.
Alguns românticos diriam que o sentimento de afeto e quaisquer outros que envolvam uma relação superam tudo isso. Mas, ora veja só, seus pais. Quantas coisas irritantes eles fazem todos os dias na sua casa e você tem vontade de manda-los à merda.  E só não faz por questão de respeito. E eu comparo com os laços fraternais porque é a ligação de sentimento mais marcante na vida das pessoas, talvez. Então, se esses que te colocaram no mundo te irritam, imagina uma pessoa desconhecida!
Você vai ter que entender que a pessoa não gosta que fale com ela enquanto ela escreve e também gosta de dormir com a televisão ligada. Enquanto você não consegue pregar o olho com o barulho da porcaria da televisão.  Que você odeie gatos e o seu amado parceiro tenha uma tropa de felinos em casa. Certo que esta historia de estar apaixonado mascara qualquer coisa repugnante no outro. É fato, ninguém discute. Talvez por isso que eu ache que os casamentos arranjados fossem muito mais fáceis de engolir que o de coração palpitante de amor, não é mesmo?  Não que não tivessem problemas esse ai, mas pelo menos você não precisava se culpar por ter escolhido aquela máquina de arroto.
É um caos! E se você quiser ficar só? Vai dormir no quarto da empregada? É inevitável ver a pessoa na sua frente todos os dias. Como que pode isso? Ver aquela mesma pessoa todos os dias, fazendo as mesmas coisas, dormindo e acordando do lado da mesma pessoa. Sem contar nas conversas diárias e a rotina que vocês vão ter. Alguém ai pra gritar “Ei, mas se eles se amarem de verdade?” (obrigada!). Pois bem. Se eles se amarem de verdade, ainda vão roncar, ter contas pra pagar e felinos para cuidar. Alguma coisa mudou na história do inicio?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

edição revisada do eu


O que implica em não ser você mesmo durante várias etapas da vida, não é não ser você mesmo várias vezes. E sim ser uma versão bizarra de você que jamais daria certo. E ser você mesmo é ser a versão bem sucedida de você. Ok se você é pé-rapado e eu estou dizendo que você sendo você mesmo significa que você vai ser rico. Apenas dizendo que a sua personalidade vai se mostrar diante de qualquer situação sem mais e nem porquês. Pegou o espírito da coisa?
Durante a minha vida eu passei por várias etapas de descoberta da minha atual personalidade. Mudei de figurino, de ciclo de amizades, mas sempre mantive os amigos verdadeiros. Aliás, eles sempre se assustaram com as minhas metamorfoses. Que pararam de questionar e começaram a aceitar. Mas sim, as mudanças... Ciclo de amizades preferencias de dia ou noite e até clima. Tentando experimentar o que caia melhor pra mim.  Não me arrependo muito de muita coisa não. Admiro ter tido coragem de mudar e  mudar de novo.  E isso tudo veio a tona quando eu vi um filme infantil onde um garoto faz de tudo pra ser o melhor, o mais bem vestido, o melhor qualquer coisa no colégio para ser aceito e popular.  E no final do filme ele é ele mesmo da maneira que ele nem queria tanto, mas é e fica feliz e ponto.
Mas ai, eu me pergunto. Como ser feliz sendo o que você não quer ser e sendo o que você é na versão que mais deu certo. A aceitação é a principal questão num momento da vida. Quando você aceita o seu modo de ser é um grande passo pra ser aceito por todo mundo. E um bom passo pra mudar de rumo também, se quiser. Mas independente da capa que você usar. Ela sempre vai cair nos momentos principais. Dai você só tem que escolher: 1. Ser um babaca que esconde ser babaca por achar que os babacas estão na “rabeira da cadeia alimentar”, e por isso, serem discriminados e tachados; 2. Ou ser um babaca e aceitar ser babaca e ser bem quisto por todos e por você mesmo por ser um babaca e estar bem com isso.
No final das contas todos somos babacas e espertões é só uma questão de se aceitar e saber levar a vida assim. E deixar de julgar por isso ou aquilo Então nós vamos evitar aquela historia que eu toda criança pensa quando é pequena do “será que vão gostar de mim?”. E os pais tem que pensar duas vezes quando virem o chamado na agenda do filho e tiverem aquela reação: “mas meu filho jamais faria isso. Ele nunca foi assim”. Aham, ok! é tudo culpa dos pais no final das contas. E não se esqueçam de parar de comparar as pessoas isso nunca vai dar certo. E ai sim vocês vão ver as pessoas mudando pra tentar ser melhor e comparável. Porque só sendo igual pra ser comparado.
E, entendam de uma vez por todas, que mudar não é por falta de personalidade e falta de segurança na personalidade que temos. E quando mudamos, assim, bruscamente estamos dando o sinal de alerta pra todo mundo. Ou a pessoa entrou numa nova fase da vida dela ou ela tá com “um puta” problema. Mas sempre vai chamar atenção é só entender e aceitar. Mas, daí se é uma pessoa camaleão como eu... Bem, é sempre bom prestar atenção. E mudar de roupa, não quer dizer mudar de personalidade, especificamente, simpáticos. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

pequeno desespero do dia.


Estou desempregada. Pela primeira vez eu usei essa palavra em mim e me senti um lixo da sociedade. Tudo bem que eu ainda sou estudante universitária, mas e daí? Eu estou desempregada.
No que isso implica na minha vida daqui para frente. A primeira parte é na minha ilusória independência. Que eu achava ter conquistado aos 18 anos, mas não. Ainda dependo de alguém para dar um passo na esquina que seja. Nem me revoltar para sair de casa e tocar planos eu posso. Tenho que contar com a ajuda da mamãe. Me marginalizada!
E a minha autoconfiança que foi pro brejo? Não me sinto no direito de apontar o dedo na cara de ninguém porque eu sou desempregada e dependente de alguém.  Vou dizer o que pra seja quem for?
Universitária e desempregada. Eu cheguei finalmente na etapa da vida em que muitos diriam que eu amadureci. Mas o que eu sinto mesmo é um desespero assustador por não saber o que fazer na minha nova condição de vida. Não é um desespero de passar fome. Não! A mamãe me sustenta. É... meu amigos, sou “amamãezada”! Essa minha capa de sucesso e credibilidade pe bancada. Por isso eu ainda sou um peso morto na sociedade. Não faço nada a não ser estudar alguma coisa e corro atrás de alguma coisa pra ser alguém num futuro próximo.
É mais complicado do que se pode imaginar. Quem diria que um dia eu ia pensar o quando vai ser importante tal coisa para um futuro emprego. Mas, como eu ia dizendo, ainda estou desempregada e estudando me tornando uma comum estudante universitária que tá rezando para terminar o curso com um emprego garantido.