segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Desapego:

S.m. ausência de apego; desprendimento.

- Então, foi difícil jogar fora aquelas cartas, algumas fotos, deixar pra trás uma parte do que me fez feliz durante um tempo... (risos) Mas daí eu percebi, depois de um tempo, que o que eu vivia não era o presente. Esperava todos os dias ter a sensação de meses passados, relembrando, revivendo. Nossa, era uma tortura, vivi assim. Ate que comecei a mudar uma coisa aqui, ali, mais adiante, radicalmente e virei tudo de cabeça para baixo. Só faltei tatuar na testa: DE-AS-PE-GO. O que eu senti? Liberdade. Tive que tomar cuidado pra não ficar desanuviada, podia jurar que saia voando por ai de tão leve. Falei assim, em frente ao espelho: as cartas? Outras virão, o vestido? Vou compra um novo. As músicas? Têm outras... Foi um passatempo divertido. Tudo muda, pratico o desapego até agora. Não sei até quando vou precisar talvez um dia eu pare, mas agora continuo me desapegando, assim como estas palavras que guardava apenas para mim. Pronto, desapeguei, deixo-as soltas pelo ar.

3 comentários:

Rosemildo Sales Furtado disse...

Oi amiga! É, realmente o apego priva as pessoas de novos conhecimentos, de novas emoções, mantendo-as numa inevitável rotina.

Beijos,

Furtado.

Ricardo Maciel disse...

Esse texto é um ensinamento que só os corajosos praticaram.

Perfeito! =)

J.R disse...

Perfeita mininaa!!

Desapego...Impermanência...coisas legais que a filosofia oriental nos ensina!

Tudo isso é a simples percepção do óbvio, ora! Parece tão claro.
Nascemos e aprendemos que tudo vai acabar! Tudo terá um fim, o poste, a bola, o mosquito, VOCÊ! Sim, teremos um fim e ao invés de vivermos à vera, ficamos sofrendo com coisas tão passageiras como nós! Tudo o que vem...vai! Temos sim que aproveitar cada minutinho ao lado de quem gostamos, pois é sabido que uma hora ou outra àquela pessoa vai...

Tudo vem...tudo vai...Tudo ao seu tempo.