segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Flerte – part. 3


Então ele imaginava e estudava mil e uma formas de falar, mas nenhuma parecia ser o suficiente para falar com ela. E ela já imaginava que, de alguma forma, o dia dele girava em torno dela.

Hoje ele sentiu que finalmente o controle estava em suas mãos; ela fazia de conta que acreditava nisto.

No entanto ela teve de dar uma força, fazendo-se esquecer de uma pequena bolsa na mesa e partindo. Ele não podia imaginar sorte maior e sem pensar duas vezes, apanhou a pequena bolsa e foi atropeladamente em direção a ela que, por sua vez contava os segundos para o proposital encontro casual. Já ele, desesperando-se no meio do caminho afinal de contas não sabia como entregar-lhe a bolsa, o que diria a ela, o que faria?

Mas ela já sabia e virou-se de supetão e apenas fitou, sorriu e apanhou a bolsa tocando sutilmente na mão dele. Ela já sabia que a está altura o desespero já tomara conta até do semblante dele.

E ele que, definitivamente, se dera conta de que nunca tivera o controle nas mãos, tivera duas certezas: De que não era tão invisível quanto pensava e que o toque dela era absurdamente elétrico.

E ela? Ela sabia que não precisavam de palavras para saber o que acontece numa hora dessas.


(Flerte: part. 1 e part. 2)

4 comentários:

Flor disse...

Caramba! Não sei o que dizer. Mas ele agiu no momento certo. rsrs... =***

Rosemildo Sales Furtado disse...

Quando toda essa timidez acabar e resolverem colocar o pingo no i, não haverá bombeiro suficiente para apagar o fogo.

Beijos,

Furtado.

Lorena N. disse...

Espero que não sejas mais sentimental do que eu, porque, olha, sejamos razoáveis, nem sempre é bom.

Erica Ferro disse...

Uma história envolvente, Tai. *-*