terça-feira, 7 de abril de 2009

Sou o corpo.




Encontro em tarde escura, dias claros e luas cheias. Tenho pernas longas e braços firmes...E não me importaria se fossem curtas as penas e fracos os braços. Vou em frente sem medo de tropeçar. Não, nem penso em tropeços, deixo eles para trás.
Agarro o que é meu, mas não os prendo deixo livre pra ir a diante ou voltar pro revés. Ando na linha, na trilha, no beira, no centro, ou, apenas ando.
Sorrio para o vento, canto com a os pássaros. Por várias vezes me pararam para perguntar o motivo de tanta felicidade.
Eu não respondi exatamente o porquê da felicidade, não havia resposta exata como uma conta matemática, sendo assim apenas dizia: Um segredo, não sei ao certo o motivo exato. Apenas passei a senti-la desde então, ela nunca me largou.
Apaixonei-me por este estado súbito, inesperado, inconsciente e persistente. Então, eu estou a transmitir o amor para recebê-lo de volta. À felicidade cabe o resto. Vem comigo, tomou lugar de minha sombra, que era um tanto sombria e me irritava, outrossim, agora é clara.
Sou o corpo e a felicidade é a sombra. A minha sombra. Meu nome é amor e a minha vida segue em frente, mesmo quando tenta ir para trás, pois ela vira as costas e vai em frente. Encontrando dias claros em tardes escuras. Ou apenas um bom motivo para ter uma tarde escura como estado agradável.

Um comentário:

Valéria disse...

Ola, desculpe a invasão no seu espaço é que achei tudo lindo, o texto maravilhoso!

Abraço!!